Durante quinze dias, uma equipe multidisciplinar formada por biólogos, oceanógrafos e técnicos em gestão e educação ambiental da Kaosa, instituição dedicada à conservação ambiental, percorreu o litoral do Rio Grande do Sul levando informações técnicas sobre a atividade de pesquisa sísmica da TGS na Bacia de Pelotas. Nesse período, foram percorridos cerca de 2.500 km, passando por Rio Grande, São José do Norte, Pelotas e São Lourenço do Sul. Esses municípios, situados às margens do Estuário da Lagoa dos Patos e em sua área de influência, constituem importantes centros pesqueiros do estado, abrigando comunidades de pesca artesanal fortemente dependentes dos recursos estuarinos e marinhos adjacentes.
Ao todo, foram contatados 186 atores sociais e 77 atores institucionais direta e indiretamente envolvidos com o setor pesqueiro da região, incluindo lideranças comunitárias, pescadores, mestres de embarcação e proprietários de barcos. Também foram realizadas reuniões com especialistas técnicos, cientistas, pesquisadores, órgãos de fiscalização e gestão ambiental, gestores públicos e representantes de organizações não governamentais.
A iniciativa faz parte do Projeto de Comunicação Social da Bacia de Pelotas (PCS-BP), uma exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama para as atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela TGS na região.
“Transparência e diálogo são fundamentais para reduzir o sentimento de insegurança que a atividade de pesquisa sísmica muitas vezes gera quando não há essa comunicação, pela falta de informação. Esta ação do Projeto de Comunicação Social é uma demonstração do respeito que temos pelas comunidades e pela sociedade das localidades onde atuamos”, avalia João Correa, country manager da TGS no Brasil.



Reforço da segurança da navegação e proteção da fauna marinha
A pesquisa 3D ao sul da Bacia de Pelotas foi iniciada no dia 23 de dezembro. A área da atividade fica a 94 quilômetros do município de Mostardas, no Rio Grande do Sul, em águas com profundidade mínima de 200 metros. A pesquisa é feita pelo navio sísmico Ramform Tethys, acompanhado por três embarcações de apoio.
Com o objetivo de reforçar a segurança na navegação e proteger as comunidades marítimas, a TGS, desenvolveu o aplicativo Aviso aos Navegantes. A ferramenta permite o monitoramento em tempo real das embarcações envolvidas na pesquisa sísmica na Bacia de Pelotas.
O programa Pelotas Sul obteve licenciamento do Ibama em outubro e tem autorização para execução da Marinha e da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Para mitigar impactos sobre a fauna marinha, especialmente aves e cetáceos, a empresa informou que, durante a temporada de maior ocorrência dessas espécies, haverá “períodos de silêncio” – intervalos de tempo durante os quais a pesquisa é pausada ou reduzida – na operação entre agosto e setembro de 2026 e entre julho e setembro de 2027.
