Iniciativas acontecem do litoral sul de Santa Catarina a todo o litoral do Rio Grande do Sul e têm como objetivo sensibilizar a sociedade para o seu papel de proteção e conservação de ecossistemas marinhos
A pesquisa da TGS na Bacia de Pelotas realiza, no âmbito do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BP), ações de educação ambiental como contrapartida do licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama. As iniciativas acontecem do litoral sul de Santa Catarina a todo o litoral do Rio Grande do Sul e têm como objetivo promover o conhecimento sobre a fauna e o ambiente marinho, além de orientar como agir ao encontrar animais encalhados nas praias, sensibilizando a sociedade para o seu papel de proteção e conservação desses ecossistemas. As atividades vêm sendo realizadas com crianças, comunidades costeiras, pescadores, usuários das praias e instituições locais de vários municípios.

Para Isabel Gonçalves, oceanóloga e coordenadora do Núcleo de Pesquisas Socioambientais, Etnoecológicas e de Educação Ambiental da Kaosa, a educação ambiental é um caminho essencial para aproximar conhecimento, cuidado e participação social na região costeira da Bacia de Pelotas.
“Por meio do diálogo com comunidades locais, pescadores, usuários das praias e instituições, a educação ambiental transforma informações técnicas em conhecimento acessível, fortalecendo a compreensão sobre a vida marinha, os encalhes e a importância do monitoramento ambiental”, explica. “Educar, comunicar e devolver resultados à sociedade é parte fundamental do compromisso do projeto de monitorar para compreender, mitigar impactos e proteger a vida marinha, contribuindo para a conservação dos ecossistemas marinhos e para o cuidado com as pessoas e os territórios que vivem do mar, com o mar e para o mar”, acrescenta.
A coordenadora do Museu de Zoologia da Unesc e também coordenadora do Setor B do Projeto de Monitoramento de Praias, Prof.ª Morgana Cirimbelli Gaidzinski, acredita que a educação ambiental voltada ao meio marinho é essencial para a região, pela vivência próxima ao litoral e pela dependência dos recursos e serviços oferecidos pelo oceano.

“Essa proximidade reforça a necessidade de adotarmos práticas responsáveis e atitudes de cuidado com o ambiente marinho, compreendendo seus limites, fragilidades e importância para a vida”, afirma. “Por meio da educação ambiental, é possível sensibilizar a comunidade para a preservação dos ecossistemas costeiros e marinhos, fortalecendo o compromisso coletivo com a conservação e a sustentabilidade da região”, reforça.
A bióloga e coordenadora de pesquisa da Educamar, Suelen Santos, observa que, através da educação ambiental e ações com atividades lúdicas, é possível criar uma conexão emocional e despertar em cada cidadão a conservação e o cuidado com nosso meio ambiente, incluindo o oceano.
“Só preservamos aquilo que conhecemos”, conclui.
Sobre o Dia Mundial da Educação Ambiental
O Dia Mundial da Educação Ambiental, comemorado em 26 de janeiro, é uma data instituída em 1975 pelas Nações Unidas com o objetivo de promover a conscientização sobre a urgência de proteger o meio ambiente por meio da educação. A data foi estabelecida após a Conferência Internacional sobre Educação Ambiental, realizada na Iugoslávia, que resultou na “Carta de Belgrado”, um marco conceitual sobre as questões ambientais ainda muito atual.
