Um elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) foi visto pela equipe da Educamar nessa segunda-feira, dia 15, durante as atividades do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP). O animal foi avaliado pela equipe veterinária e apresenta bom escore corporal, utilizando a praia apenas para descanso.
Trata-se de um macho subadulto, com cerca de 5 metros de comprimento, que já é conhecido pelos pesquisadores. Em 2019, durante o período de muda de pele em Kelp Point, nas Ilhas Falkland/Malvinas, ele recebeu um brinco de identificação com a numeração 5479, colocado pelo pesquisador Filippo Galimberti.
O indivíduo é o mesmo elefante-marinho registrado pela Educamar em agosto de 2025, na Praia da Barra Velha, em Araranguá (SC). Na ocasião, o descanso do animal foi interrompido durante a noite por pessoas que utilizaram som alto, luzes e veículos para encurralá-lo, forçando seu retorno ao mar. Dias depois, ele voltou a ser observado em Passo de Torres (SC).
O caso resultou na autuação e multa de um dos envolvidos pelo Ibama por perseguir um animal silvestre em rota migratória e por molestar intencionalmente um pinípede, infrações previstas nos artigos 24 e 30 do Decreto nº 6.514/2008. Além das penalidades administrativas, o responsável também responde criminalmente pelo ocorrido.
“O retorno do elefante-marinho à nossa costa reforça a importância das praias da região como áreas de descanso e passagem para a espécie. Pedimos a colaboração de todos para que mantenham distância e evitem qualquer aproximação, garantindo a segurança do animal e permitindo que ele siga sua jornada migratória sem estresse”, destaca a coordenadora do PMP-BP na Educamar, a bióloga Suelen Santos.
Molestar animais silvestres é crime!
Os pinípedes utilizam praias e costões para descansar durante longos deslocamentos e podem permanecer vários dias no mesmo local até recuperarem suas energias.
Habitante das regiões frias da Patagônia argentina e das áreas circumpolares, o elefante-marinho-do-sul eventualmente visita o litoral brasileiro durante o outono e o inverno. Embora os registros sejam mais frequentes na região Sul, a espécie também já foi observada no Sudeste e no Nordeste do país.
A realização do PMP-BP é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela TGS na Bacia de Pelotas.

