TGS apresenta projeto de pesquisa sísmica a sindicato de pescadores do Rio Grande do Sul

A TGS iniciou em novembro as atividades de comunicação e relacionamento social relativas à sua Pesquisa Sísmica Marítima 3D na Bacia de Pelotas. As ações fazem parte do Projeto de Comunicação Social (PCS) da pesquisa.

Nesta segunda-feira (10/11), foi realizado um encontro em Rio Grande com representantes do setor pesqueiro, por meio do Sindicato dos Armadores da Pesca do Estado do Rio Grande do Sul (Sindarpes). Participaram da reunião Sérgio Daniel Maio Lourenço, presidente do sindicato, e Alexandre Novo, delegado sindical.

Durante o encontro, a oceanógrafa Ana Paula Stein Santos, representando a TGS e a EnvironPact, detalhou os principais aspectos do PCS. Foram apresentados os objetivos e a metodologia da pesquisa sísmica, o cronograma das atividades, as medidas de segurança adotadas para proteger a navegação e a pesca na região e os canais de comunicação e ouvidoria disponíveis para as instituições do setor.

Tecnologia para Acompanhamento

A TGS também apresentou o aplicativo “Aviso aos Navegantes”, uma ferramenta que permitirá o acompanhamento em tempo real da localização do navio sísmico durante as operações.

Os representantes do Sindarpes demonstraram interesse em como as atividades sísmicas e os estudos ambientais associados podem contribuir para o conhecimento científico sobre os recursos pesqueiros da Bacia de Pelotas, e solicitaram informações sobre o financiamento de pesquisas voltadas especificamente para a avaliação dos estoques pesqueiros da região.

TGS apresenta projeto de pesquisa sísmica ao Sitrapesca

A TGS iniciou em novembro as atividades de comunicação social referentes à Pesquisa Sísmica Marítima 3D na Bacia de Pelotas. Tais ações integram o Projeto de Comunicação Social (PCS).

Na sexta-feira (7/11), ocorreu um encontro em Itajaí com representantes do setor pesqueiro, por intermédio do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Pesca de Santa Catarina (Sitrapesca). O presidente do Sitrapesca de Itajaí, José Henrique Pereira, esteve presente na reunião.

Durante o encontro, a oceanógrafa Ana Paula Stein Santos, representando a TGS e a EnvironPact, detalhou os principais aspectos do PCS. Foram apresentados os objetivos e a metodologia da pesquisa sísmica, o cronograma das atividades, as medidas de segurança adotadas para proteger a navegação e a pesca na região e os canais de comunicação e ouvidoria disponíveis para as instituições do setor.

Ferramentas de transparência e diálogo

A TGS também apresentou o aplicativo “Aviso aos Navegantes”, ferramenta que permitirá o acompanhamento em tempo real da localização do navio sísmico durante as operações. A empresa explicou a finalidade do aplicativo para garantir a segurança da navegação e a transparência das operações.

Na reunião, o presidente do Sitrapesca informou que o sindicato mantém um contato mais direto com os pescadores associados, possuindo um alcance limitado sobre pescadores autônomos ou não vinculados à entidade. Contudo, ele comprometeu-se a divulgar informações sobre o projeto, caso seja procurado por pescadores não associados, além de indicar pessoas e instituições relevantes para ampliar o diálogo com o setor.

Conheça alguns dos projetos da TGS para proteção e pesquisa da biodiversidade da Bacia de Pelotas

Conheça alguns dos projetos da TGS para proteção e pesquisa da biodiversidade da Bacia de Pelotas

Dentre os Projetos propostos pela FURG e instituições parceiras estão:

Projeto Biodiversidade Pelágica na Plataforma e Talude Continental na Bacia de Pelotas: com ênfase em cetáceos, aves marinhas e tartarugas marinhas – Com coleta de dados realizadas nas estações oceanográficas pré-definidas e no trajeto entre esses pontos.
Todos os dados adquiridos durante este projeto serão reunidos em um banco de dados georreferenciado integrado.

Projeto de Monitoramento de Cetáceos por Telemetria Satelital;
Objetivo Geral:
Investigar os padrões de uso do habitat por cetáceos oceânicos de mergulho profundo e por uma espécie costeira, o golfinho-de-Lahille (Tursiops gephyreus), através de monitoramento satelital na Bacia de Pelotas.

Objetivos específicos:
Descrever o padrão de deslocamento e mergulho (tempo vs profundidade) das espécies de cetáceos oceânicas com maior probabilidade de encontro na área de estudo (e.g. Physeter machrocephalus e Globicephala melas) e do golfinho-de-Lahille (Tursiops gephyreus);
Analisar padrões comportamentais de cetáceos oceânicos rastreados por satélite, avaliando a sua suscetibilidade diante de exposição à atividade de prospecção sísmica;
Avaliar os potenciais impactos das atividades de prospecção sísmica sobre os indivíduos e populações de cetáceos de mergulho profundo na Bacia de Pelotas.

Projeto de Monitoramento da Tartaruga-Cabeçuda por Telemetria Satelital;
Objetivo Geral:
Determinar o padrão de uso do habitat tridimensional (distribuição horizontal e vertical) pelas tartarugas-cabeçuda, Caretta caretta durante períodos com e sem atividade de prospecção sísmica na Bacia de Pelotas.

Objetivos específicos:

Descrever o padrão de deslocamento/atividade/mergulho das tartarugas-cabeçuda nas regiões oceânica e nerítica ao longo das estações do ano
Mapear as áreas e períodos de maior densidade de uso por indivíduos desta espécie na área de estudo;
Analisar os padrões comportamentais das tartarugas-cabeçuda, avaliando a sua suscetibilidade diante de exposição a atividade de prospecção sísmica;
Contribuir para a discussão sobre eventuais impactos do som das atividades de E & P sobre os indivíduos de Caretta caretta;
Determinar a origem genética dos indivíduos rastreados por telemetria de satélite

Projeto de Monitoramento de Praias;

Objetivo Geral:
Avaliar o possível efeito das atividades sísmicas sobre os tetrápodes marinhos (mamíferos, aves e tartarugas marinhas) encontrados (vivos ou mortos) nas praias adjacentes à área de influência do empreendimento.
Objetivos específicos:
Registrar ocorrência de tetrápodes vivos ou mortos nas praias;
Avaliar variações temporais no padrão de encalhes, com ênfase em espécies que habitam águas profundas;
Avaliar estado de saúde de animais vivos, visando reabilitação;
Avaliar estado de saúde e causa de morte dos animais encontrados encalhados nas praias, incluindo histopatologia e contaminantes;
Relacionar as variações espaço-temporais de encalhes e da saúde dos animais encontrados vivos ou mortos, a variações ambientais naturais e antrópicas, principalmente àquelas relacionadas às atividades de aquisição de dados sísmicos.