Uma ave marinha migratória da espécie trinta-réis-boreal (Sterna hirundo) foi resgatada debilitada na manhã de terça-feira, 3, em Passo de Torres, litoral sul catarinense. Ela recebeu atendimento veterinário na Educamar e, após ser estabilizada, foi transferida para a Udesc, em Laguna.
A ocorrência foi registrada durante a execução do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP), pela equipe formada pela técnica de monitoramento e bióloga Letícia Silva de Oliveira e pelo monitor Marcos Luis.
“A ave estava na faixa de areia realizando somente voos curtos e permitindo a aproximação da equipe”, explica a bióloga.
Segundo a veterinária da Educamar, Joana Zomer, durante exame clínico na base, foi observado que a ave estava extremamente magra, com lesão na córnea do olho direito, com a temperatura corporal baixa (hipotérmica) e desidratada.
” Foi realizada a limpeza da lesão ocular. A ave recebeu suporte térmico e hidratação”, informa Zomer. A ave foi transferida para seguir a reabilitação na Udesc, em Laguna.


Migração
A bióloga Letícia explica que o trinta-réis-boreal é uma ave marinha migratória pertencente à família Laridae, a mesma das gaivotas. Ela se destaca pelo voo ágil e a habilidade na pesca. Mede entre 32 a 38 cm e pesa em torno de 110 a 140 g. Quando adulto, possui as pernas e o bico vermelho, este com a ponta preta.
Na época de reprodução, entre abril e julho, encontram-se em regiões temperadas do Hemisfério Norte, como América do Norte, Canadá e Europa. Normalmente a postura é constituída por dois a quatro ovos feita diretamente na areia.
Após o período de reprodução, migram para regiões quentes do Hemisfério Sul, chegando ao Brasil a partir de setembro.
“São avistados na Região Norte (Rio Amazonas), e do litoral do Nordeste ao litoral da região Sul”, esclarece a bióloga.
Ao encontrar um animal marinho encalhado na praia entre a Barra do Rio Araranguá e a Barra do Rio Mampituba, ligue para a Educamar: 0800 641 5665.
A realização do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BP) é uma exigência do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, para as atividades de pesquisa e aquisição de dados geológicos realizadas pela TGS na Bacia de Pelotas.
