Após reunião realizada na Secretaria Municipal de Educação do município de Mostardas, litoral sul do Rio Grande do Sul, em 3 de fevereiro de 2026, a equipe de Educomunicação do PMP-BPS foi convidada a participar do evento de Formação Pedagógica de professores da rede municipal, com a instalação de um estande próprio. A atividade ocorreu no dia 19 de fevereiro, no CTG local.
Na ocasião, o biólogo Caio apresentou o Programa de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas Sul (PMP-BPS), iniciativa coordenada pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e iniciada no final de dezembro de 2025. Ele destacou que, ao longo de dois anos de atuação entre Mostardas e Chuí, o programa promoverá o diálogo com professores, estudantes e o poder público sobre temas como a atividade sísmica e o meio ambiente marinho.
Um dos pilares do projeto é a devolução dos resultados do monitoramento às comunidades locais: o conhecimento produzido retorna à sociedade na forma de educação ambiental e diálogo, respeitando as diferentes realidades socioeconômicas e culturais da região. Os educadores foram convidados a se tornarem parceiros nesse processo, aproximando a escola do debate científico e ambiental que ocorre no litoral gaúcho.
Além disso, o projeto ganha especial relevância por marcar, pela primeira vez, a atuação conjunta de diferentes instituições: a Universidade Federal do Rio Grande (FURG), por meio do ECOMEGA e do CRAM, amplamente reconhecida na região; a Kaosa, ONG com forte atuação na conservação dos botos e que, há anos, desenvolve trabalhos consistentes em educação ambiental e educomunicação; e o NEMA, que já esteve presente por um longo período em Mostardas e agora retorna ao município para retomar e aprofundar o trabalho nessa temática.
O estande foi concebido como um espaço interativo e sensorial, reunindo elementos que despertaram a curiosidade e facilitaram o diálogo com os participantes. Entre os materiais expostos estavam bichos de pelúcia representando espécies que vivem no litoral e cujas carcaças podem ser encontradas nas praias, um crânio de boto-de-Lahille, um exemplar de leão-marinho-do-sul, um casco de tartaruga-de-pente, além de folders explicativos sobre a atividade sísmica desenvolvida pela TGS e cartões de visita com os contatos da equipe de educomunicação. Ao longo da manhã, professoras e representantes de diferentes setores municipais circularam pelo espaço, promovendo conversas qualificadas e abrindo caminhos para futuras parcerias.




