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Ibama realiza reuniões técnicas sobre pesquisa sísmica na Bacia de Pelotas

Eventos tiveram como objetivo garantir o diálogo aberto, a comunicação transparente e a participação ativa da sociedade durante o processo de licenciamento ambiental da pesquisa sísmica na região

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, em Rio Grande (RS) e em Itajaí (SC), Reuniões Técnicas Informativas (RTIs) sobre as atividades relacionadas à pesquisa sísmica marítima 3D em licenciamento ambiental, que ocorrerá na Bacia Sedimentar de Pelotas.

De acordo com Antonio Abreu coordenador da sísmica na Coordenação de Licenciamento Ambiental de Exploração de Petróleo e Gás Offshore (Coexp)/ Diretoria de Licenciamento Ambiental (Dilic), do Ibama, as reuniões técnicas têm como objetivos apresentar os empreendimentos e esclarecer dúvidas e solicitações de informações a respeito dos processos de licenciamento ambiental e seus respectivos empreendimentos.

–É o momento de ouvir e receber da população manifestações, críticas e sugestões que serão incorporadas na análise dos processos de licenciamento ambiental– explicou.

Para João Correa, country manager da TGS no Brasil, os eventos são importantes para promover o diálogo e garantir a participação pública no processo de licenciamento ambiental em andamento.

– O diálogo aberto, a comunicação transparente e a participação ativa da sociedade são fundamentais para o licenciamento ambiental. Além de dar maior legitimidade ao processo, ao ampliar o conhecimento sobre a atividade de pesquisa sísmica, estamos possibilitando que as diversas comunidades envolvidas, como a pesqueira, tanto a artesanal quanto a industrial, tenham tranquilidade, não se sintam ameaçadas pela operação. Temos o maior respeito pela região – reforçou.

Atualmente, cinco projetos sísmicos estão em processo de licenciamento ambiental na Bacia de Pelotas, sendo dois deles da TGS, um ao Norte e outro ao Sul da bacia. Ambos a cerca de 100 km da costa e em profundidades que variam de 200 metros a 4.000 metros.

Durante as reuniões, o oceanógrafo, José Luis Pizzorno, explicou que a principal mudança na rotina da região será a navegação das embarcações de apoio, de menor porte, que irão se deslocar até as bases portuárias para abastecimento de combustível e suprimentos e troca da tripulação.

–São passagens rápidas, com uma tripulação bem treinada. Ainda assim, serão, no máximo, três viagens por mês, com rotas fixas e cuja rotina será permanentemente informada a todos – confirmou, acrescentando que outras embarcações assistentes acompanharão o navio sísmico, garantindo a segurança da operação, atuando principalmente na comunicação com as embarcações de pesca.

Além disso, o especialista também destacou que diversos projetos e estudos ambientais serão desenvolvidos, junto a universidades e pesquisadores locais, dentre eles, um diagnóstico detalhado da pesca na região.

–São projetos muito, muito grandes, que vão deixar um benefício para a região, com conhecimento em áreas oceânicas–afirmou o oceanógrafo.