Quem Somos
Redefinindo o papel econômico do Sul do Brasil
A TGS é uma empresa norueguesa, líder global em pesquisa e aquisição de dados geológicos de alta qualidade.
No litoral brasileiro, a TGS contribui significativamente para o conhecimento da geologia marinha, fornecendo grande parte dos dados essenciais utilizados em projetos de exploração nas Bacias de Campos, no pré-sal da Bacia de Santos e na Margem Equatorial.
Pesquisa e ciência são os pilares da nossa atuação. Este conhecimento especializado aprimora a compreensão geológica regional, permitindo entender melhor as estruturas das bacias e reduzir o risco durante as atividades de exploração.
Esta plataforma foi concebida com o mesmo objetivo: produzir e distribuir informações confiáveis e de qualidade e estabelecer um canal de comunicação e diálogo permanente com instituições de pesquisa, institutos e órgãos ambientais, universidades e laboratórios, a imprensa regional e nacional e, principalmente, com as comunidades da região e com a sociedade em geral.
A iniciativa faz parte do Projeto de Comunicação Social (PCS), uma exigência estabelecida no processo de licenciamento ambiental federal conduzido pelo IBAMA.
Onde fica a Bacia de Pelotas
A Bacia de Pelotas localiza-se no extremo sul da margem continental brasileira, estendendo-se por cerca de 40.900 km2 entre os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
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A bacia se prolonga desde o Alto de Florianópolis, ao Norte, percorrendo toda a costa gaúcha até a fronteira geográfica com o Uruguai, ao Sul.
Ao Norte, a Bacia de Pelotas faz fronteira com a Bacia de Santos, onde estão localizados os campos do pré-sal. Ao Sul, faz fronteira com a Bacia de Punta del Este, no Uruguai.
Os blocos de exploração da Bacia de Pelotas situam-se de 100 a 300 km da costa. A profundidade total, que engloba a coluna d’água e a rocha sedimentar, pode atingir seis a sete mil metros.
Um Breve Histórico
A atividade exploratória na Bacia de Pelotas remonta à década de 1950, com os primeiros levantamentos sísmicos ocorrendo desde a década de 1970, intensificando-se na década de 1990.
O interesse na região aumentou consideravelmente a partir de 2022, após a descoberta de grandes reservas de petróleo na costa da Namíbia, na África. Esta região guarda importantes similaridades geológicas com o Sul do Brasil.
O que Bacia de Pelotas e a Namíbia tem em comum?
Há cerca de 225 milhões de anos, todos os continentes que conhecemos hoje formavam uma única massa terrestre: o supercontinente Pangeia.
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Aproximadamente 180 milhões de anos atrás, teve início o processo de fragmentação da Pangeia, que gerou outros supercontinentes: Gondwana (que incluía América do Sul, África, Antártida, Austrália e Índia) e Laurásia (que abrangia América do Norte, Europa e partes da Ásia).
Durante o período do supercontinente Gondwana, a costa da América do Sul, especialmente o Sul do Brasil, estava unida ao continente africano. Com o passar do tempo, o supercontinente continuou a se separar devido ao movimento das placas tectônicas.
Em outras palavras, a África e a costa sul-americana compartilhavam a mesma geologia.
Entendendo a atividade de pesquisa sísmica
A pesquisa sísmica é a etapa inicial do processo de exploração de petróleo e/ou gás natural em ambientes marinhos. É como se fosse uma ultrassonografia do fundo marinho, que tem como principal objetivo investigar e/ou monitorar os reservatórios de petróleo e gás natural.
O navio sísmico reboca, a partir da sua popa, as fontes de ar comprimido, que emitem as ondas sonoras, com até 12 cabos sísmicos de 8.025m de comprimento e 150 m de separação entre os cabos sísmicos. Esses cabos sísmicos são posicionados em profundidades de 20 a 30 m e contém hidrofones em sua extensão, responsáveis por captar as ondas sonoras emitidas pelas fontes.
Cronogramas das atividades
A pesquisa da TGS na Bacia de Pelotas – Programa Pelotas NE – foi iniciada em novembro e tem previsão de ocorrer ao longo de 877 dias. A área dessa atividade encontra-se a aproximadamente 96 km do município de Laguna/SC e em águas com profundidade mínima de 200 metros.
A TGS implementará períodos de silêncio em sua operação visando mitigar impactos sobre a fauna marinha sensível, especialmente aves e cetáceos, durante a temporada de maior ocorrência dessas espécies.
Conforme o cronograma apresentado abaixo:
Uma nova fronteira para a exploração de petróleo no Brasil
Considerada uma nova fronteira para a exploração de petróleo no Brasil, a bacia de Pelotas tem a mesma formação geológica da Namíbia, na África, onde recentemente foram descobertas jazidas estimadas em cerca de 13 bilhões de barris de petróleo.
A quantidade de petróleo na Bacia de Pelotas ainda é desconhecida.
Mas por conta dessa similaridade geológica com a Namíbia, a expectativa é que a bacia de Pelotas pode gerar 15 bilhões de barris de petróleo, dobrando as reservas de petróleo do Brasil.
Mesmo sem a confirmação de que exista petróleo na região, a Bacia de Pelotas já atraiu gigantes do setor como Petrobras, Shell, CNOOC e Chevron, o que pode colocar os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina no mapa da exploração e produção de petróleo no Brasil.
Quais os reflexos na economia
Os principais efeitos econômicos da eventual produção de petróleo na Bacia de Pelotas estão no pagamento de royalties –compensações pagas pelas empresas produtoras de petróleo e gás natural pela exploração desses recursos – a municípios na costa do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Além disso, deverá provocar um intenso fluxo de investimentos nos dois estados, especialmente em logística, construção civil, portos e aeroportos, e projetos de pesquisa em universidades próximas, com crescimento e desenvolvimento regional.
Existe também um retorno indireto com a movimentação do comércio, geração de emprego, entre outros indicadores.
Com a exploração e produção de petróleo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina poderão se tornar duas potencias na produção de petróleo, redefinindo seu papel econômico no país.
Cidades como Porto Alegre, Rio Grande, Chuí e a própria Pelotas são vistas como potenciais polos de desenvolvimento para a infraestrutura necessária ao escoamento e produção do petróleo.