Representantes da TGS e do Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região (SINDIPI) se reuniram na última sexta-feira (21/11) para alinhar as estratégias e ações a serem desenvolvidas durante a pesquisa sísmica na Bacia de Pelotas. Durante o encontro, realizado em Itajaí, foram apresentados o plano de ação, o cronograma previsto e a metodologia de operação da atividade sísmica. Destaque para o aplicativo “Aviso aos Navegantes “, que permitirá acompanhar a posição do navio em tempo real.
A reunião também contou com a participação e a apresentação dos projetos Tubarão Azul e Pesca Incidental. Os representantes detalharam o escopo de suas pesquisas em andamento, as previsões de resultados e esclareceram a relação direta dessas iniciativas com o monitoramento pesqueiro da região e a operação sísmica da TGS.
Participaram da reunião João Correa (country manager da TGS no Brasil) e Alexandre Neto (TGS); Fernando Pinto das Neves e Geysa Marinho (Coordenadoria Técnica do SINDIPI); Ana Paula Stein Santos (interlocutora da TGS junto aos órgãos de pesca); Márcio Freire (Projeto Tubarão Azul – FURG); e Roberto Warlich (coordenador do Projeto de Monitoramento Embarcado de Capturas Incidentais na Frota Industrial de Santa Catarina – UNIVALI).
Foi anunciado um encontro ampliado nos dias 15 e 16 de dezembro, em Florianópolis. O evento será destinado a integrar todas as equipes envolvidas no projeto de sísmica 3D e contará com espaço reservado para manifestação e contribuições do SINDIPI. Além disso, foi debatida a possibilidade de cooperação internacional entre Brasil e Noruega, articulada pelo cônsul Arthur Rocha Baptista, visando futuras oportunidades de pesquisa conjunta.
“É muito importante o contato e a interação com o Sindicato para orientar os armadores e pescadores a evitar conflitos no mar com a pesquisa sísmica”, afirmou Fernando Pinto das Neves, do Sindipi. “Os projetos são importantes. Temos que realmente conseguir desenvolver a nossa indústria de energia, inclusive porque a pesca é movimentada por ela. Toda interação que gere evolução de conhecimento tecnológico, tanto da parte da biodiversidade quanto da parte da exploração de petróleo, é muito bem-vinda. Estamos aqui para colaborar e para levar nosso país para frente”, reforçou.
